A sombra da falência

O que mais se ouve à boca pequena no mercado é que as empresas que entram em recuperação judicial estão fadadas a falir. Por este motivo, muitos empresários temem dar entrada no pedido de recuperação judicial, o que é um erro crucial, porque esse pequeno adiamento de tomada de decisão aumenta significativamente o tamanho da dívida e também o tempo e o aporte necessário para sair da crise.

 Na recuperação judicial, a empresa produz, mantêm empregos, gira a economia. Na falência, um síndico entra para liquidar o negócio, o que significa que é o fim. Acaba nesse exato momento o emprego, o movimento do caixa, o sonho, tudo. Tudo mesmo: os investimentos, o tempo, a dedicação dos funcionários e a expectativa de superação são enterrados quando o juiz decreta a falência de um negócio.

 Acredito que você deva estar pensando: quando o juiz convola (transforma) a recuperação judicial em falência?

 Quando uma dessas situações acontecer:

a) impontualidade do pagamento dos compromissos financeiros

b) não cumprimento do Plano de  Recuperação Judicial aprovado em assembleia pelos acionistas e credores

c) motivo de força maior

d) dilapidação do patrimônio pelos administradores

e) adulteração contábil.

 Perceba que essa transformação  só vai ocorrer se houver fraude ou se a empresa bobear e não pagar seus compromissos em dia ou se ela não honrar sua palavra cumprindo o que se propôs no Plano de Recuperação Judicial.

 Se sua empresa está em dúvida de sua real condição, faça um Diagnóstico Empresarial para avaliar o que é melhor: uma reestruturação ou uma recuperação judicial. Seja qual for a decisão, ela poderá afastar a sombra da falência de suas instalações e da vida de sua empresa.