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Duas coisas importantes sobre Contabilidade

 

 

 

dollar-1971104__3401ª. É o mais eficaz instrumento de raio-X da saúde da empresa

Até a entrada em vigor da Lei 11638/07 e do Código Civil de 2002, muitos empresários inadvertidamente entendiam que a Contabilidade apenas gerava despesa (mal necessário). Tal concepção tem sofrido grandes alterações, pois o gestor atual, passou a entendê-la como fonte de investimento, tendo em vista uma série de instrumentos que ela passou a fornecer para as empresas, a saber:

▪ permite a compensação de prejuízos, visando reduzir o pagamento do IRPJ e da CSSL (RIR – arts. 509 a 515);

▪ instrumenta a empresa para solicitar crédito junto as instituições financeiras (análises de liquidez, índices de endividamento e de atividade, prazo médio de CR e CP, análise vertical e horizontal, análises financeiras, identificação de desperdícios, custos, formação do preço de venda e etc);

▪ comprovar em juízo fatos cujas provas dependam de perícia contábil;

▪ contestar reclamações trabalhistas quando as provas a serem apresentadas dependam de perícia contábil;

▪ requerer recuperação judicial, comprovando a existência de ativos maiores que os passivos, porém sem liquidez imediata;

▪ provar aos sócios que se retiram da sociedade (direito de recesso), a verdadeira situação patrimonial da empresa, para fins de restituição de capital ou venda de participação societária;

▪ provar, em juízo, sua situação patrimonial em questões que possam existir com herdeiros e sucessores do sócio falecido;

▪ distribuição de Lucros sem tributação na pessoa física;

▪aproveitamento de créditos em geral dos tributos (não cumulatividade);

▪ possibilita a realização de operações de reorganização societária, bem como e dissolução e mera aquisição de participação societária.

2ª É o mais eficiente instrumento de proteção patrimonial

▪ dar identidade à empresa, afastando a confusão patrimonial (arts. 50 do Código Civil e 135,III do CTN);

▪ afastar os  crimes fiscais, à  guisa  de  exemplo:  sonegação, omissão de receitas, fraude, conluio e etc;

▪ instrumento de prova nas esferas Administrativa e Judicial;

▪ afastar o abuso de  forma, abuso  de  direito,  infração a lei, infração aos estatutos e etc;

▪ possibilita o pedido de Recuperação Judicial ou Extrajudicial, sem o que o juiz a convole em falência;

▪ evita que eventual falência, possa vir a ser decretada fraudulenta.

34 passos para você melhorar sua empresa – Passo 5: desperdício

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Zere o desperdício e estabeleça metas realistas com gastos como água, combustível, viagens, mordomias dos sócios, cópias, etc.;

A operação tem que ser de guerra. Isto quer dizer que é preciso contar os centavos e verificar onde está o ralo que drena seus lucros. O desperdício é um palavrão que não pode ser pronunciado na sua empresa.

É preciso olhar minuciosamente, com lupa se for preciso, tudo que está sendo gasto de maneira desnecessária.  A conta de telefone está muito alta? Verifique se estão sendo feitos interurbanos fora do Skype, do Face ou do WhatsApp.

A frota está pesando no orçamento? Troque-a pelo Uber ou em segunda hipótese, pelo táxi. Pense na economia: menos capital investido em carros, menos manutenção e menos seguros para pagar. Menos folha de pagamento com motorista, menos aluguel de estacionamento… Veja como uma simples atitude provoca uma enorme economia.

Preste atenção: não é para sair cortando de qualquer maneira, tirando verba do que é essencial só porque tem custo elevado. Se o seu custo de telefone é alto e o retorno de vendas é bom, não tem que mexer. Pode melhorar, tentar ter linhas de todas as operadoras se isso for gerar economia, mas não cortar.

Se o seu consumo de folhas A4 é absurdo e 80% do que é impresso poderia não ser, sinal vermelho. É urgente parar de imprimir e escanear mais. Dessa maneira, olhando item a item, você consegue verificar exatamente por onde o dinheiro da sua empresa está escapando.

Você vai se surpreender com os resultados. Depois, conta aqui. Seu depoimento  certamente vai ajudar outros empresários a ter bons resultados.

34 passos para você melhorar sua empresa – Passo 4: negocie

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Jamais se esconda de seus fornecedores: negocie! 

A sua pior viagem será começar a fugir dos fornecedores, não atendendo ligações, mandando dizer que não está ou inventando desculpas e histórias para não pagar suas dívidas.

O ideal é enfrentar o problema chamando o fornecedor para conversar. Exponha sua situação, mas não carregue nas tintas para não assustar o seu credor, tornando-o um inimigo pronto para exigir o seu dinheiro à vista.

Tente um acordo e um parcelamento. É importante se lembrar, na hora da negociação, que o que for acordado deverá ser cumprido, então seja realista e negocie com os pés no chão, sem promessas que não poderão ser cumpridas.

Melhor prometer menos e surpreender do que dizer números que não serão pagos.  

34 passos para você melhorar sua empresa – Passo 3: métricas

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Adote métricas de desempenho (internas e setoriais) como instrumento para a tomada de decisões;

Na hora de tomar decisões, não dá para ser levado por questões emocionais. É preciso ter pés no chão, cabeça no lugar, frieza para tomar a atitude correta, que vai trazer um resultado eficaz e duradouro. Por esse motivo, é muito importante adotar indicadores de desempenho para indicar e nortear os caminhos a serem traçados.

Os indicadores são capazes de desenhar um cenário real e permitem a projeção de números para que o gestor tome decisões com segurança. Para cada departamento é possível criar indicadores específicos e eficazes. Criamos alguns indicadores para um departamento de Call Center, para que você possa toma-los como exemplo na hora de criar os da sua organização:

  1. Quantas chamadas seu call center efetua por dia?
  2. Qual é esse número individual, isto é, por funcionário?
  3. Qual é o seu funcionário que mais executa chamadas?
  4. Quanto ele converte?
  5. Quantas chamadas de sua equipe geram vendas?
  6. Qual é o custo de cada uma de suas chamadas?

Sabendo exatamente esses números, fica fácil saber se seu call center está sendo produtivo, se o número de vendas justifica manter a equipe, se ela precisaria ser mais agressiva, se faltam promoções, etc.

Experimente fazer os seus indicadores e, se quiser, compartilhe os resultados conosco.

 

34 passos para você melhorar sua empresa – Passo 2: Kaizen

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Adote o Método Kaizen.

Para quem não conhece, o Método Kaizen, de origem japonesa, prevê a melhoria contínua, dia a dia, privilegiando um passo de cada vez. O princípio do Método é claro: é melhor ter uma série de melhoras pequenas e contínuas do que só uma mudança grande. Incrementando as atividades todos os dias, criamos hábitos e evitamos nossa vontade de procrastinar as atitudes e decisões.

Resumindo, o Método Kaizen quer reduzir o custo e focar no aumento da produtividade.

Avalie o que está sobrando na empresa, o que pode ser mudado, o que não deve mais ser produzido e onde a empresa deve investir mais para alcançar melhores resultados.

Se não tem coragem para adotar esse Método em toda a empresa, comece por um departamento e vá ampliando sua implantação. Se quiser compartilhar a experiência, conta aqui o que aconteceu: deu resultado? Diminuiu o desperdício? Mudou a oferta de produtos?

34 passos para você melhorar sua empresa – Passo 1: poder

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Estimule a participação administrativa.

Que tal envolver seus funcionários na gestão da empresa?

Eles podem ajudar identificando pontos de corte, de redução, de modificação, de inovação e de melhora na sua produção e linha de montagem.

Mesmo que sua empresa seja voltada à área de serviços, a gestão participativa é excelente para melhorar o desempenho financeiro e de vendas.

Amanhã mesmo, faça uma reunião e pergunte, francamente, o que eles fariam se estivessem em posição de comando. Nesta reunião, não tem certo nem errado. Tem sugestões, reconhecimento de forças e fraquezas, avaliação de resultados e indicação de melhoras.

Avalie as sugestões e veja a viabilidade de implementá-las. Com o comprometimento de todos é mais fácil tocar o barco.

Depois, se quiser, compartilhe conosco o resultado.

Planejamento Tributário

time-1592964__340O planejamento tributário é um conjunto de sistemas legais que visam diminuir o pagamento de tributos. Todos têm o direito de estruturar o seu negócio da maneira que melhor lhe pareça, procurando a diminuição dos custos de seu empreendimento, inclusive dos impostos. Se a forma escolhida é jurídica e lícita, a fazenda pública vai respeitar.

Sabe-se que os impostos, taxas e contribuições somam uma parcela considerável dos custos das empresas, melhor dizendo, a maior parte. Por isso, ter um planejamento tributário eficiente, é condição sine qua non para a sobrevivência saudável do negócio. Da somatória dos custos e despesas, mais da metade do valor é representada pelos tributos. Dessa forma, é imprescindível a adoção de um sistema de economia legal.

Planejar tributos é um direito tão essencial quanto planejar o fluxo de caixa, fazer investimentos, etc.

As empresas podem agir de duas formas quanto à realidade do pagamento de tributos:

Evasão fiscal, também conhecida como sonegação fiscal, é o uso de meios ilícitos para evitar o pagamento de taxas, impostos e outros tributos. Entre os métodos usados para evadir tributos, estão a omissão de informações, as falsas declarações e a produção de documentos que contenham informações falsas ou distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas, etc.

Já a elisão fiscal configura-se num planejamento que utiliza métodos legais para diminuir o peso da carga tributária num determinado orçamento. Respeitando o ordenamento jurídico, o administrador faz escolhas prévias (antes dos eventos que sofrerão agravo fiscal) que permitem minorar o impacto tributário nos gastos do ente administrado.

Há duas espécies de elisão fiscal:

A primeira é aquela decorrente da própria lei e a que resulta de lacunas e brechas existentes na própria lei. No caso da elisão decorrente da lei, o próprio dispositivo legal permite ou até mesmo induz a economia de tributos. Existe uma vontade clara e consciente do legislador de dar ao contribuinte determinados benefícios fiscais. Os incentivos fiscais são exemplos típicos de elisão induzida por lei, uma vez que o próprio texto legal dá aos seus destinatários determinados benefícios. É o caso dos incentivos fiscais.

Já a segunda espécie, contempla hipóteses em que o contribuinte opta por configurar seus negócios de tal forma que se harmonizem com um menor ônus tributário, utilizando-se de elementos que a lei não proíbe ou que possibilitem evitar o fato gerador de determinado tributo com elementos da própria lei.